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VAMOS MESMO VOLTAR AOS ESCRITÓRIOS DO PASSADO?
Publicado em
Tempo de leitura 20 minutos

Para grande parte da sociedade, principalmente aquela formada por profissionais de gestão, a transformação no mundo do trabalho trazida pela pandemia de coronavírus é uma virada sem precedentes.

Em um período de dois meses, vimos um volume massivo de pessoas, em escala global, mudando radicalmente sua forma de trabalhar. Migrando o eixo da produção — exceto a fabril — do espaço da empresa para o espaço doméstico. Nenhuma outra transformação do modelo de trabalho na história deu-se num intervalo de tempo tão curto. Sim, na Revolução Industrial o trabalhador saiu do campo e migrou para a cidade. Houve uma onda de especialização. Uma mudança, em princípio, até mais radical do que a atual, mas nenhuma reorganização desse gênero se compara, em escala e velocidade, a isto que a humanidade está vivendo agora.

Naturalmente este movimento torna-se mais transformacional à medida que se prolonga. Uma semana com o mundo quase inteiro trabalhando de casa já seria uma experiência rica. Talvez, porém, não deixasse um legado maior. Mas já estamos em home-office global por dois ou três meses e ficaremos ainda por um bom período. É tempo bastante para se cristalizarem algumas práticas, a ponto de deixar obsoleto o jeito como a sociedade trabalhava.

A volta aos escritórios vai ser estranha e, provavelmente, inviável nas bases antigas. Ficará escancarado o fato de que era um modo ruim e anacrônico de se trabalhar. Caro também. Pense nas empresas que estão funcionando bem com o seu pessoal todo trabalhando de casa. Seus proprietários e administradores inevitavelmente estão se perguntando: “Por que mesmo a gente paga essa fortuna de aluguel para manter todo mundo junto, trabalhando lado a lado?”; “por que gastar dinheiro com um espaço, se as pessoas podem trabalhar de casa?”. Pessoas que também estão pesando prós e contras de suas novas rotinas. Todos nós que estamos trabalhando de casa vivemos o desafio de dividir o espaço e o tempo entre tarefas profissionais e domésticas. Interromper o trabalho para fazer o almoço. Encerrar o expediente a tempo de preparar o jantar. Faxinas… Ao mesmo tempo, vai-se criando um tipo de rotina, um estilo de vida, que, depois de organizado, pode ser mais prazeroso. Quem tem filhos vive a dificuldade de, além de fazer essa gestão toda do tempo e do espaço, cuidar das crianças. Mas quando é que se pôde ter a família inteira reunida dentro de um mesmo espaço, compartilhando vidas, trabalhos e aprendizagens?

Tem gente que foi para uma casa de campo com a família e está lá há semanas, trabalhando duro, com uma qualidade de vida difícil de se conseguir, por exemplo, em São Paulo. Por que tirar essa pessoa de lá depois que a pandemia amainar? Se você trabalha igualmente conectado de qualquer lugar, a opção de aproveitar seus momentos de relaxamento curtindo a natureza, em vez de confinado (literal ou metaforicamente) numa metrópole torna-se tentadora.

Vai ser difícil voltar ao modelo anterior.
Vai ser duro construir um novo modelo.

As empresas precisam pensar desde já em como gerenciar essa transição.

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Artigo
Alexandre Teixeira

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